PROIBIDO EVANGELIZAR

Testemunhar da fé em Jesus é uma das práticas centrais do Cristianismo. Ser um cristão significa se tornar como Cristo, não somente por receber o dom da vida que Ele nos deu gratuitamente através de sua morte e ressurreição, mas também por compartilhar de seu amor e graça, desejando que todos tenham a oportunidade de serem salvos e chegarem ao conhecimento da verdade.

Porém, atualmente um número de fatores está refreando o entusiasmo de muitos cristãos por compartilhar sua fé. Os inimigos do evangelismo mundial estão se multiplicando. Dentre eles, podemos citar o declínio da religião em diversos países, o pensamento relativista crescente na sociedade pós-moderna, a apatia espiritual, a falta de perspectiva dos cristãos sobre a eternidade e o foco nas coisas terrenas e passageiras.

Você está preparado para combater estes inimigos?

A GRANDE COMISSÃO

Existe uma incumbência dada por Jesus aos seus discípulos: a universalização da mensagem cristã.

Os onze discípulos foram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes indicara. Quando o viram o adoraram; mas alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até os fins dos tempos. Mateus 28:16-20

Essa tradição se propagou por toda parte. O impulso missionário da Igreja é derivado dos aparecimentos do Cristo ressurreto. Assim como nessa passagem, Jesus apareceu aos seus discípulos outras vezes depois de sua ressurreição, fazendo sinais e maravilhas, afirmando sua autoridade e instigando a fé dos discípulos no Evangelho.

A Grande Comissão se aplica à Igreja toda. Ainda que tenha sido dada incialmente aos discípulos daqueles tempos, ela demonstra o caráter geral dos discípulos, seu trabalho e a mensagem que seria as boas novas de tudo quanto Jesus é e fez por nós. Isso inclui o “Ide” à todas as NAÇÕES, o que não foi cumprido no tempo da igreja primitiva, pelo que fala conosco também.

O “fazer discípulos” envolve em primeiro lugar o Evangelismo ou a pregação do Evangelho, mas também envolve um exercício de treinamento e orientação, de forma que esses discípulos sejam firmados e instruídos na plenitude da mensagem das Escrituras Sagradas.

Pregar o Evangelho também significa se envolver no movimento de misericórdia de Deus em relação à humanidade caída. Uma vez tendo sido salvos por Jesus, é natural que agora, participantes dessa nova natureza, compartilhemos do mesmo impulso que há no coração de Deus em direção ao mundo: o amor.

Não há nada mais relevante que podemos fazer pelo mundo do que participar com Deus em sua missão de resgatar pessoas da condenação eterna. E essa não é uma missão simplesmente delegada por alguém que não está presente. Jesus está conosco até o fim operando em nós e através de nós pelo seu Espírito.

Como uma vez disse Steve Hawthorne:

“Você pode fazer qualquer outra coisa ao invés de trabalhar com Deus em seu propósito, mas sempre será algo inferior e, além do mais, você não poderá inventar algo melhor.”

QUASE A METADE DOS CRISTÃOS MILLENIALS ACREDITAM QUE A PRÁTICA DO EVANGELISMO É ERRADA

Uma pesquisa feita pelo Grupo Barna em 2018, revelou que 47% dos jovens cristãos americanos acreditam que é errado Evangelizar. “Entre as principais descobertas deste relatório está a revelação de que os cristãos da geração Y se sentem especialmente em conflito com o evangelismo – e, de fato, quase metade acredita que é errado compartilhar sua fé.” (Articles in Faith & Christianity • February 5, 2019)

Infográfico traduzido do inglês pelo site nomeubarco.com.br

O crescente apelo midiático pelo politicamente correto parece estar influenciando de forma pesada os cristãos das novas gerações. Cada vez mais frequente a exposição de uma posição pessoal acerca de valores, moral e crença, é vista como discurso de ódio. Ainda, em alguns países, especialmente de primeiro mundo, pregar a palavra de Deus pode ser visto como uma invasão de privacidade e uma abordagem extremamente inconveniente.

O pensamento relativista tem diluído a ousadia de muitos cristãos, pois o mundo afirma que cada um tem a sua verdade, dessa forma, a verdade do Evangelho é colocada de lado como um discurso dogmático que deve ser rejeitado.

A cada dia ouvimos falar de novos casos de missionários e pastores sendo presos e respondendo como criminosos por pregarem em público a palavra de Deus na Europa e América do Norte. Não muito diferente no Brasil já se vê essa tendência se espalhando cada vez mais. Muitas perseguições têm se levantado em ambientes universitários, e uma clara tentativa da quebra de liberdade de expressão pela promoção do politicamente correto.

Outra pesquisa revelou que 3 em cada 5 jovens da geração millenials acreditam que é mais provável nos dias de hoje do que no passado, que pessoas se sintam ofendidas quando alguém compartilha sua fé com elas. (Spiritual Conversations in the Digital Age – Barna)

Em relação à ofensa precisamos saber separar entre uma abordagem rude e altiva, e a verdadeira “ofensa” que o Evangelho causa no indivíduo.

Uma abordagem desrespeitosa é aquela motivada mais por vaidade e uma vontade de mostrar conhecimento e apontar erros, do que propriamente ajudar pessoas a conhecerem Jesus Cristo. As principais motivações do evangelismo são o amor e a compaixão; sem estes, é impossível seguirmos o exemplo de Cristo e gerarmos identificação.

Porém, há um aspecto da mensagem de Jesus que é o apelo ao abandono da velha vida, ao arrependimento dos pecados. João Batista pregava: Arrependei-vos, pois é chegado o Reino dos Céus. (Mateus 3:2) Este apelo ao arrependimento pode sim, gerar em algum momento um coração contristado ao se deparar com a realidade de homem pecador. Nesse sentido, a “ofensa” vem, pois Deus deseja em Cristo que tal pessoa morra para sua vida e nasça para a nova vida que Ele dá.

Precisamos aceitar que nesse ponto, algumas pessoas irão retroceder pois não estão prontas para abandonar sua vida pecaminosa, e tal discurso categórico, pode vir a ser taxado de sentencioso e intolerante. São situações de fato desconfortáveis, mas o que pode ser comparado à toda vergonha e humilhação que Jesus sofreu em nosso lugar? Essa verdade que para alguns é tropeço, gera vida e paz no coração de outros tantos!

FAÇA A OBRA DE UM EVANGELISTA

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.
Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.
Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.
Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.
(2 Timóteo 4:2-5)

Estar preparado envolve conhecer os pensamentos que permeiam as mentes das pessoas as quais desejamos alcançar. Essa pesquisa nada mais fez, do que trazer à luz o que já existe no profundo dos corações.

Você pode sondar seu coração por um momento e perceber se essa mentalidade tem de alguma forma minado sua ousadia para pregar? Talvez teoricamente você entenda que sim, é certo pregar e evangelizar, mas nas atitudes do dia a dia, o medo e falta de convicção estão te paralisando de cumprir a obra evangelística que está proposta a você.

No texto 10 DICAS PARA PERDER A VERGONHA DE PREGAR E EVANGELIZAR colocamos alguns insights sobre como desenvolver melhor essa missão de levar a palavra de Deus através do evangelismo e da pregação.

LAURA LIMA

Sou esposa, mãe e missionária. Escrever e compor têm um lugar especial no meu coração. Amo viver com propósito e busco significado em cada pequena coisa.

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